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Coronel da FAB Demitido por Bolsonaro Denuncia Filipe Martins

Coronel Ricardo Wagner Roquetti, da reserva da Aeronáutica, foi exonerado do MEC em 2019 por intervenção direta de Jair Bolsonaro e agora é o autor da denúncia que levou à prisão preventiva de Filipe Martins nesta sexta-feira (2 de janeiro de 2026). A ação ocorreu em Ponta Grossa (PR), após e-mail enviado ao STF relatando acesso de Martins ao perfil de Roquetti no LinkedIn, violando medidas cautelares.

Contexto da Demissão em 2019


Roquetti atuava como diretor no MEC sob o ministro Ricardo Vélez Rodríguez, mas enfrentou conflitos com aliados de Olavo de Carvalho, guru ideológico de Bolsonaro. Bolsonaro solicitou pessoalmente sua exoneração em março de 2019, expondo disputas internas entre militares e olavistas na pasta. Olavo celebrou publicamente a saída, acusando o coronel de perseguir seus apoiadores.

Detalhes da Denúncia Recente

Em 29 de dezembro de 2025, Roquetti enviou e-mail ao gabinete de Alexandre de Moraes informando que Martins visualizou seu perfil no LinkedIn, apesar da proibição de acesso a redes sociais imposta em prisão domiciliar. O coronel destacou não ter relação com o ex-assessor e sugeriu violação judicial, pedindo sigilo que não foi mantido. Moraes pediu esclarecimentos à defesa de Martins e decretou prisão preventiva.

Prisão de Filipe Martins e Consequências

A Polícia Federal prendeu Martins por volta das 6h30 em Ponta Grossa e o levou à cadeia pública Hildebrando de Souza. Martins, condenado na trama golpista mas com recursos pendentes, estava em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. O caso destaca histórico de atritos de Roquetti com o bolsonarismo.

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