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Supremo Tribunal Federal em modo “caça ao vazador”: agora o sigilo alheio é sagrado (o próprio, claro)

Em um plot twist que nem os melhores roteiristas de novela conseguiriam inventar, o Supremo Tribunal Federal — sim, aquele mesmo que adora decidir o que é sigilo e o que não é — abriu hoje um inquérito para investigar se a Receita Federal e o Coaf ousaram mexer nos dados sigilosos de... ministros do STF e seus familiares. O relator? Quem mais? O ministro Alexandre de Moraes, que, convenientemente no plantão do recesso, assumiu a presidência interina e já mandou os órgãos federais entregarem logs de acesso, senhas, IPs e provavelmente o RG de quem ousou clicar nos arquivos errados.

Segundo apuração do Poder360 (fonte que, pasmem, não foi censurada ainda), a suspeita é que pelo menos dois dos 11 guardiões da Constituição tiveram seus dados bancários e fiscais acessados ilegalmente — e a investigação abrange todos os magistrados, porque ninguém gosta de ficar de fora da festa. O estopim? Reportagens recentes que revelaram detalhes financeiros bem específicos: o contrato de R$ 131,3 milhões em três anos da advogada Viviane Barci de Moraes (esposa do ministro) com o finado Banco Master, além de movimentações de familiares do ministro Dias Toffoli com a mesma instituição, liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025.

Coincidência ou não, esses detalhes só poderiam vir de bases protegidas da Receita ou do Coaf. Ou seja: alguém com login governamental (leia-se: administração Lula) teria dado uma espiadinha indevida. Moraes, que já suspendeu meio país por compartilhamento de dados sem aval judicial, agora exige explicações detalhadas: quem acessou. Se os relatórios não agradarem, pode rolar até perícia nos computadores — porque nada diz “Estado de Direito” como o STF investigando o Executivo por bisbilhotar... o STF.

Curioso: os mesmos órgãos que o Coaf e a Receita alimentam diariamente com relatórios de inteligência para prender doleiros, políticos de oposição e empresários inconvenientes agora viraram suspeitos quando o alvo muda de endereço. O Coaf, ligado ao Banco Central de Gabriel Galípolo, e a Receita, sob o comando de Robinson Barreirinhas (subordinado a Fernando Haddad), terão de provar que seus servidores não viraram detetives particulares de luxo. Tudo devidamente registrado por senhas individuais — porque o sistema é seguro, exceto quando não é.

Enquanto o inquérito tramita em sigilo (óbvio), o STF não se manifestou oficialmente. Mas uma corrente interna da Corte defende rigor máximo para descobrir se houve “vazamentos encomendados” ou mero abuso de poder. Ironia suprema: o tribunal que mais cobra transparência alheia agora se vê obrigado a caçar quem ousou tornar seus próprios dados... transparentes.

Fica a pergunta que não quer calar: será que o sigilo fiscal é inviolável mesmo, ou só quando beneficia quem usa a toga? O Brasil agradece o entretenimento — e aguarda o próximo capítulo dessa novela chamada “Democracia Seletiva”.

Portal Sintonize o Som com informações do poder360



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