OUÇA NOSSA RÁDIO

LANÇAMENTOS

CFM Detalha 40 Denúncias com E-mails em Defesa de Sindicância sobre Bolsonaro

O Conselho Federal de Medicina (CFM) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) explicações sobre a sindicância anulada contra o atendimento médico a Jair Bolsonaro na prisão, citando mais de 40 denúncias formais protocoladas e anexando e-mails de remetentes como a deputada Bia Kicis (PL-DF) e o cientista político Luiz Carlos Ramiro Júnior. A medida ocorreu após ordem do ministro Alexandre de Moraes, que declarou a sindicância nula por ilegalidade e desvio de finalidade.

Contexto da Sindicância

O CFM determinou ao CRM-DF, em 7 de janeiro de 2026, a instauração imediata de sindicância para apurar denúncias sobre assistência médica a Bolsonaro, motivada por relatos de quedas, intercorrências clínicas e histórico complexo do ex-presidente. A nota pública do CFM destacou preocupação com monitoramento contínuo, autonomia médica e assistência em urgências, sem influência externa. Moraes anulou o ato, citando relatório da PF que atesta atendimento adequado no Hospital DF Star, sem sequelas.

Detalhes das Denúncias e E-mails

Até a anulação, mais de 40 denúncias foram recebidas, incluindo quatro iniciais de figuras como Bia Kicis e Ramiro Júnior, que alegavam intervenções "estranhas" ao ato médico, risco à vida e possível negligência por pressões institucionais. Os e-mails, enviados ao STF como prova, questionam se o tratamento respeita critérios técnicos, dignidade humana e ética médica. O CFM enfatizou que nem todas as denúncias foram encaminhadas ao CRM-DF devido à suspensão judicial.

Resposta do CFM e Medidas Posteriores


O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, informou ao STF o cumprimento imediato da ordem de Moraes, interrompendo procedimentos e adequando ações institucionais. O conselho justificou sindicâncias como ferramenta legal desde 1984 para garantir ética, com 34 mil casos entre 2020-2025. Apesar das explicações, Gallo deve ser ouvido pela PF em até 10 dias.

Portal Sintonize o Som

0 Comments:

Postar um comentário